Mapa Pedagógico da Cloe

EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL

Com a promulgação da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), em 1996, a Educação Infantil passou a ser a primeira etapa e parte integrante da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio). Esse foi um marco importante para que a Educação Infantil começasse a ser encarada com a mesma seriedade e importância que os outros segmentos da Educação Básica. 

Na Educação Infantil, inúmeras oportunidades são oferecidas às crianças para ampliação de interações, construção de vínculos, socialização, vivência de experiências, contato com a diversidade, culturas e conhecimentos. Nesse movimento, o cuidar e o educar são compreendidos como indissociáveis e fundamentais para o desenvolvimento integral das crianças, bem como a parceria escola-família, ou seja, o entendimento de que a educação escolar e familiar são processos complementares.  

Linha do tempo da educação infantil

Nossa sociedade passa por transformações a todo momento, e elas refletem diretamente na educação, desde a Primeira Infância até o período do Ensino Superior.

Nas últimas décadas, concepções e práticas vêm sendo questionadas e diversas mudanças vêm ocorrendo no campo educacional da Primeira Infância. Da década de oitenta aos tempos atuais ficam evidentes as mudanças de concepções nos documentos legais que direcionam e orientam as práticas educacionais nas instituições brasileiras.

Essas mudanças se relacionam com o avanço dos direitos trabalhistas, sobretudo para as mulheres, que precisavam ter onde deixar suas crianças para trabalhar. Desde a promulgação da Constituição Federal, em 1988, até os documentos curriculares vigentes atualmente, a educação infantil passou a ser estruturada a partir de estudos e pesquisas voltados para o aprofundamento sobre as infâncias, as aprendizagens e os direitos das crianças. Para entender mais sobre isso, veja a linha do tempo:

Sumário

A IMPORTÂNCIA DOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA

Esse mundo investe em satélite, em diversas áreas, para conhecer novos planetas e ir para Marte, para a Lua, para Urano… A gente não vai investir na condição humana, na humanidade que está nascendo? Como a gente pode pensar em um mundo de paz, de colaboração, de bem-aventurança onde o começo da vida não é levado em conta?”
Vera Cordeiro, médica e fundadora da Fundação Saúde Criança, em depoimento no documentário “O Começo da Vida”)

Conhecido como Primeira Infância, o período de vida que se estende até os seis anos de idade tem se tornado cada vez mais foco de atenção, pesquisa e estudos nos últimos anos. Cientistas, educadores, psicólogos e outros profissionais têm voltado seus esforços para investigar e compreender a complexidade dessa fase da vida e os impactos que ela pode gerar no desenvolvimento de cada indivíduo. Sendo assim, é imprescindível a ampliação de conhecimento sobre o desenvolvimento humano para alinhar as expectativas educacionais na etapa da Educação Infantil.

O DESENVOLVIMENTO INFANTIL NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Vínculo e afeto

Uma marca de nossa humanidade é o afeto em tudo o que fazemos. Não comemos somente para sobreviver, comemos aquilo que nos afeta emocionalmente. Não habitamos qualquer casa, escolhemos os objetos que nos trazem segurança e pertencimento. Não vestimos qualquer roupa, nos cobrimos de panos que nos revelam ao mundo. Assim, nos vinculamos à humanidade por meio do afeto – de como nos sentimos na presença das pessoas e dos objetos, e como devolvemos cuidado com essas mesmas pessoas e objetos.

Nesse sentido, o processo educativo perpassa pela afetividade – docentes e estudantes se relacionam para além do binômio “ensino-aprendizagem”, uma vez que esta relação envolve aspectos emocionais como sentimento de pertencimento e de segurança, e atitudes de acolhimento e cuidado. Aspectos emocionais que na primeira infância desempenham um papel crucial para a aprendizagem e desenvolvimento das crianças pequenas e muito pequenas.

A ciência demonstra que o desenvolvimento na primeira infância é fortalecido pela existência de bons relacionamentos entre o adulto e a criança e que o vínculo é um elemento fundamental nesse processo […] A interação com o adulto ajuda a criança a regular suas emoções em situações de estresse, a explorar o mundo com confiança e a aprender a se comunicar. Crianças que são apoiadas pela escuta e pelo acolhimento do adulto constroem vínculos seguros e têm maior propensão a apresentar comportamentos positivos, como empatia e espírito colaborativo.
O vínculo com o adulto é fundamental para que as crianças cresçam e se desenvolvam, para serem fisicamente saudáveis, emocionalmente seguras e respeitadas como indivíduos. A construção de bons relacionamentos, nos primeiros anos de vida, auxilia a criança na construção de uma forte base, gerando valores e habilidades relacionadas à aprendizagem e às interações sociais.”

Núcleo Ciência pela Infância – Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

É possível afirmar, então, que o desenvolvimento das crianças passa impreterivelmente pela formação de vínculos de afeto com seus cuidadores. Esses vínculos garantem que a criança se sinta segura e acolhida, tendo seu potencial desenvolvido por cuidadores que nele acreditam. É esse o cenário ideal – seguro e afetivo – que favorece o desenvolvimento pleno na Educação Infantil. Para tanto, seus cuidadores precisam sinalizar o afeto por meio da fala, pelo tato, pelos gestos, pelos olhares e pela escuta de seus desejos e necessidades.

Apropriação da cultura humana

A Primeira Infância marca a entrada da criança no mundo e na sociedade. O tempo todo, a criança pequena, muito pequena ou mesmo o bebê se dirige para o conhecimento do mundo em que habita de forma investigativa, explorando com curiosidade o que lhe é ofertado. Nessa apropriação do mundo e da cultura humana, todas as coisas se tornam objeto de interesse, de modo que a criança realiza um grande esforço cognitivo, físico e emocional para compreender – com a mente, o corpo e as emoções – o que significa ser um humano, se relacionar e habitar o mundo em que vivemos.

Plasticidade Cerebral

A plasticidade cerebral diz respeito à mudança fisiológica que ocorre no cérebro ao aprendermos algo novo: a cada novo aprendizado, novas sinapses são realizadas, construindo novas trilhas neurais. Pesquisas científicas demonstram que, durante a Primeira Infância, as crianças pequenas têm a maior plasticidade cerebral que um ser humano terá em sua vida. Crianças pequenas, muito pequenas e bebês apresentam uma capacidade de aprendizagem tão diversificada e tão intensa que as transformações geradas por tais aprendizagens se consolidam e persistem para toda a vida, tornando-se a base para todos os outros aprendizados e desenvolvimentos nas diferentes faixas etárias. Conclui-se que esse período da vida configura uma janela de possibilidades única para o desenvolvimento humano, que precisa ser valorizada por sua riqueza inigualável de aprender e se desenvolver.

Referências:
Bowlby J. Attachment. New York, NY: Basic Books; 1969. Attachment and loss; vol. 1. Importância dos vínculos familiares na primeira infância: Estudo II – Núcleo Ciência Pela Infância

EDUCAÇÃO INFANTIL NA BNCC

OS DIREITOS DE APRENDIZAGEM DA EDUCAÇÃO INFANTIL

O reconhecimento das crianças como sujeitos de direitos é recente na história mundial e do Brasil. Em nosso país, foi apenas com a Constituição Federal, de 1988, que foram consideradas as necessidade de proteção à infância, o direito à educação, vida, saúde, alimentação, educação, lazer, cultura, dignidade, respeito, liberdade, convivência familiar e comunitária, além da proteção de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Em 1990, com a criação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), esses direitos foram ratificados:

ART. 3: A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que se trata esta Lei, assegurando-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidade, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e dignidade.

Ter os direitos das crianças reconhecidos e ratificados em leis foi um grande avanço. Porém, não basta que os direitos sejam garantidos, eles precisam ser exercidos, e é esse um dos maiores desafios e principais funções dos educadores e educadoras: colaborar para que as crianças possam viver suas infâncias plenamente com seus direitos garantidos e exercidos. É a partir dos direitos das crianças que o documento orientador nacional vigente, a Base Nacional Comum Curricular, propõe a organização da educação nas instituições brasileiras. Veja a seguir os seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento que estruturam a BNCC e como eles permeiam todas as Expedições da Educação Infantil na Cloe.

OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIA

Qual o valor de todo o nosso patrimônio cultural, se a experiência não mais o vincula à nós?”
Walter Benjamin

É experiência aquilo que “nos passa”, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma.”
Jorge Larrosa

Segundo a BNCC (2018), “os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural”. Tendo como base a noção de experiência – construção de sentidos e significados sobre o que é a vida humana ao entrar em contato com o que está distante no tempo e no espaço, com a alteridade e a coletividade, com o caráter enigmático e imaginativo da realidade – a Cloe entende que na Educação Infantil a criança vai construindo o sentido das coisas, do mundo e de si mesma em uma relação de experiência com a vida. Ou seja, em experiências da humanidade em geral a partir do patrimônio cultural ofertado a elas.

A partir destas experiências, a criança aprende e se desenvolve, possibilitando a sua formação como sujeito social – que participa da cultura apropriando-se dela e que devolve ao mundo suas próprias criações de sentidos sobre o que é a vida humana e sobre o que a vida pode vir a ser, ao reivindicar e ressignificar os bens culturais que lhe são ofertados.

Leia a seguir como os campos de experiência estão contemplados na Educação Infantil da Cloe.

O Eu, o Outro e o Nós

Conhecer a si mesmo nos ajuda a compreender os outros e vice-versa – e isso é uma busca para a vida toda. Compreender as relações, entender os nossos sentimentos, emoções e pensamentos, nos dá instrumentos para lidar com conflitos, agir da melhor maneira que pudermos, cuidar das pessoas com quem convivemos e de nós mesmos. E é desde a primeira infância que devemos construir instrumentos que nos auxiliem a ampliar essa consciência no decorrer da vida. As Expedições da Cloe baseadas no campo de experiência O Eu, o Outro e o Nós são repletas de oportunidades para que as crianças desenvolvam maneiras de comunicar seus desejos e vontades, aprendam sobre alteridade e empatia, cooperação e autoconfiança.

ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO

Pessoas conversando, sotaques, tons de voz, escuta de histórias narradas, músicas e poesias, tudo isso e muito mais faz parte da vida das crianças desde o nascimento. A imersão no mundo das palavras, seus significados, nuances e possibilidades fazem parte da constituição dos sujeitos e da construção das culturas. O campo Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação propõe o trabalho com o universo infinito das palavras, e nas Expedições da Cloe é possível encontrar propostas pedagógicas voltadas para a valorização do mundo literário; participação das crianças em escritas coletivas e escritas espontâneas; o contato delas com seus nomes, de seus amigos e amigas e de palavras familiares; a acessibilidade aos textos do cancioneiro popular, e muito mais.

ESPAÇOS, TEMPO, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES

A chuva, os ventos, o sol e sua luminosidade, a noite, o tempo e o espaço, os números, suas relações e seus significados – tudo isso e muito mais é explorado no campo de experiência Espaço, Tempo, Quantidades, Relação e Transformações. Nas Expedições da Cloe são propostas experiências que abordam desde situações do dia a dia, ricas em aprendizagens, como o uso do calendário à exploração dos elementos naturais até experiências ímpares, como a construção de hortas e jardins sensoriais.

CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS

Por meio de olhares, com as mãos, com movimentos, gestos e expressões, na dança e no teatro, pulando, correndo, engatinhando, rastejando – são muitas as maneiras de nos comunicarmos e usarmos o nosso corpo. No campo de experiência Corpo, Gestos e Movimentos, o corpo entra em foco, e nas Expedições da Cloe são propostas experiências que proporcionam às crianças vivências em que possam experimentar as muitas maneiras de usarem seus corpos e descobrir as mais diversas possibilidades de ocupar espaços, se expressar, desafiar seus próprios limites, desvendar potencialidades que ainda não conheciam e aprimorar aquelas que já dominam.

TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS

Pintar, colar, fotografar, modelar, desenhar, tocar, escutar, explorar… costumamos ouvir que as crianças são pequenas artistas e isso se faz verdade quando situações diversas são proporcionadas a elas para que possam entrar em contato com essas linguagens artísticas e o mundo infinito de possibilidades que esse universo proporciona. As Expedições da Cloe que trabalham o campo de experiência Traços, Sons, Cores e Formas, além de proporcionar instrumentos para que situações sejam oferecidas às crianças para que possam explorar as muitas formas de colocar em prática as linguagens artísticas, o acesso às diferentes manifestações culturais e os conhecimentos que as permeiam lhes são disponibilizados nesse campo de experiência.

Referências:

BENJAMIN, W. Experiência e pobreza (1933) In: Magia, técnica, artes e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 2012.

BONDIA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Rev. Bras. Educ. [online]. 2002, n.19, pp.20-28. ISSN 1413-2478.

EDUCAÇÃO INFANTIL NA CLOE

Na Cloe, a Educação Infantil segue a BNCC e a valorização da cultura da infância. Acreditamos e apostamos na capacidade e potencialidade das crianças pequenas e muito pequenas de se apropriarem do mundo que as rodeia de maneira profunda e complexa, a partir da mediação de adultos e de seus próprios pares. Além da premissa de que é função dos adultos apresentar o mundo e a cultura para as crianças, a Educação Infantil na Cloe preconiza a importância de que nós, adultos, sejamos apresentados à cultura da infância – que fala por meio dos movimentos e gestos, das perguntas e dúvidas, das brincadeiras e jogos, das divagações e hipóteses, da imaginação e da ludicidade.

Assim, a Educação Infantil na Cloe visa potencializar a experiência social das crianças ampliando o acesso ao mundo, conteúdos e repertórios para além do que lhes é ofertado por seus cuidadores e familiares. Nesse sentido, é dever da Educação Infantil garantir a maior gama de possibilidades de experiências em diversidade de linguagens, temas e objetos de investigação. E tudo isto é proposto na Cloe, contando sempre com a mediação dos professores e professoras. Assista ao vídeo para saber mais!

PERCURSOS DE APRENDIZAGEM NA CLOE

A seguir veja, detalhadamente, como os campos de experiência são contemplados no currículo Cloe de Educação Infantil:

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A ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL

Temas Centrais e Expectativas de Aprendizagem

Em cada ano da Educação Infantil, a Cloe visa garantir a presença de diferentes temas centrais para o desenvolvimento na Primeira Infância, tais como: Artes Visuais, Brincadeiras, Coordenação Motora Fina, Corpo, Dança, Investigação Científica, Leitura e Letramento, Oralidade, Música, Teatro, e Socioemocional.

A progressão das aprendizagens e distribuição dos temas ao longo de um mesmo ano – ou anos diferentes – foi feita considerando tanto o contexto do calendário escolar quanto os objetivos de aprendizagem ao longo dos anos, com Expedições que:

  • auxiliam na adaptação escolar e socialização grupal das crianças;
  • contemplam diferentes celebrações culturais;
  • consideram uma evolução no aprendizado ao longo do ano, fazendo com que as diferentes experiências propostas em torno de temas centrais sejam mais complexas;
  • respeitam os tempos e espaços de aprendizagem da Educação Infantil;
  • e, por fim, consideram as expectativas de aprendizagem e desenvolvimento em diferentes faixas etárias.

TRANSDISCIPLINARIDADE E CAMPOS DE EXPERIÊNCIA

Em cada Expedição, há um campo de experiência elencado como prioritário, que figura como o pano de fundo das aprendizagens, conferindo contexto para o desenvolvimento do percurso formativo. Entretanto, isso não quer dizer que cada Expedição abarque somente um campo de experiência – muito pelo contrário! Tal como proposto na BNCC, as Expedições apresentam uma proposta de aprendizagem transdisciplinar, na qual habilidades de diferentes campos de experiência dialogam entre si, visando o desenvolvimento integral dos estudantes.

CARGA HORÁRIA SUGERIDA

Na Educação Infantil, a Cloe oferece 40 Expedições em cada ano, com a seguinte distribuição de número de aulas:

Ano 02
0 aulas
Ano 03
0 aulas
Ano 04
0 aulas
Ano 05
0 aulas

Apenas o ano 2 conta com um total menor de aulas (392), em razão do período de adaptação.

Sabemos que cada escola organiza sua carga horária de forma única, e considerando as competências e habilidades estabelecidas para a Educação Infantil, a Cloe sugere a seguinte distribuição de aulas para o calendário escolar:

semanas letivas
0
aulas semanais
0
aulas por dia
0

NÚMERO DE AULAS POR EXPEDIÇÃO

Considerando os diferentes contextos escolares e as necessidades específicas da Educação Infantil, a Cloe apresenta Expedições com diferentes quantidades de aula a partir das seguintes intencionalidades pedagógicas:

temas da rotina da Educação Infantil
0 aulas
projetos de aprendizagem
0 aulas
grandes projetos temáticos de investigação e celebração
0

ESTRUTURA DAS EXPEDIÇÕES

Veja abaixo como se estrutura uma Expedição Cloe na Educação Infantil:

Convite à Expedição

Levantamento de Repertório Prévio: Introdução do tema da Expedição por meio de atividade lúdica, para sondagem do que as crianças já conhecem ou sabem a respeito do Problema do mundo real.

Apresentação da Tríade: Apresentação do Problema do mundo real de forma lúdica e engajante, convidando as crianças a investigar a Questão norteadora, culminando na conquista a ser realizada.

Desenvolvimento do projeto

Em cada aula da Expedição há, no mínimo, uma atividade que mobiliza as habilidades da unidade. De acordo com a intencionalidade, as atividades podem ser em pares ou grupais; entre crianças de uma mesma turma ou de diferentes grupos; e, ainda, entre crianças e adultos.

Apresentação e ampliação de Repertórios: Ampliação de repertórios com experiências de: investigações de fenômenos naturais, exploração de materiais, ocupação de espaços, desafios corporais, aprimoramento de coordenação motora (fina e global), contato com palavras escritas (nomes, palavras conhecidas), escritas coletivas e escritas espontâneas, artes gráficas e visuais (pintura, colagem, modelagem, desenho, fotografia), artes cênicas (dramatização, encenação, contação de histórias e danças, brincadeiras (de rua, corporais, musicais, da tradição oral, de faz-de-conta) e jogos (de quadra, esportivos).

Atividades de Aprendizagem Ativa: Atividades de observação, pesquisa, investigação, modelização, levantamento de hipóteses, experimentação, discussão, prototipação, registro e comunicação dos saberes. De acordo com a intencionalidade, as atividades podem ser em pares ou grupais; entre crianças de uma mesma turma ou de diferentes grupos; e, ainda, entre crianças e adultos.

Construção da Conquista: A conquista pode ser construída processualmente ao longo das aulas de desenvolvimento ou ao final dessas aulas, sempre contando com mediação dos docentes e a participação das crianças na produção e escolhas que envolvem a Conquista.

Conquista e Fechamento

Apresentação da Conquista: Ao final da Expedição, há a apresentação da Conquista construída pelas crianças, de modo que pode ser material (um produto físico) ou imaterial (um evento) que testifica e comunica a aprendizagem alcançada pelos estudantes. A apresentação da Conquista pode ser realizada entre as crianças de uma mesma turma, ou ainda, convidando a comunidade escolar para partilhar dos saberes dos estudantes

Finalização com reflexão sobre o aprendizado: Ao final da Expedição, as crianças são convidadas a refletir sobre a realização do percurso de aprendizagem e, ainda, a imaginar quais novos aprendizados podem alcançar a partir de então.

ESTRUTURA DOS ALMANAQUES

O que são? Conjuntos de repertórios textuais e atividades voltados ao público da Educação Infantil originados dos temas das Expedições e estruturados com base no currículo Cloe. Em diálogo com a biblioteca da Cloe, os Almanaques são produzidos com uma linguagem  multimodal, criativa, multicultural,  reflexiva, investigativa e adequada às faixas etárias a que são oferecidos. 

Para que servem? Inspirados na ideia de misturar textos, imagens, atividades e desafios, os Almanaques visam a ampliação dos repertórios temáticos das Expedições. Os temas dos almanaques nascem das Expedições, porém podem abarcar temas diversos, convidando as crianças a ir além do que já lhes foi apresentado em aula. 

Como utilizar? Podem ser utilizados em conjunto com as Expedições, como um material complementar ou de maneira independente, pelos docentes ou familiares – contando sempre com a mediação de um adulto para leitura dos enunciados e textos. Além disso, é importante que o material seja usado com intencionalidade pedagógica, mesmo no ambiente familiar. Além disso, o cuidado com o tempo de uso da tela deve ser levado em consideração.

Veja abaixo como se estrutura um Almanaque Cloe na Educação Infantil:

Abertura

Sensibilização: A sensibilização é um convite para instigar a curiosidade e a vontade das crianças de conhecer o Almanaque. Essa seção é composta de títulos livres que variam de acordo com o tema dos Almanaques

Repertórios Textuais

É fundamental que as crianças tenham, desde bem pequenas, contato com diferentes tipos de textos, podendo, assim:

  • construir o comportamento leitor;
  • ter prazer e vontade de ler;
  • formular hipóteses de escrita e leitura;
  • entender a função social da escrita. 

Por meio de uma linguagem lúdica, as crianças são convidadas a ler e escutar textos para que possam brincar com palavras, ouvir histórias e, ainda, conhecer curiosidades científicas e culturais.

Textos oriundos de músicas, poesias, adivinhas e trava-línguas com objetivo de ampliar o contato das crianças com o universo infinito das palavras – desde as  formas de organização aos mais variados sons e rimas. Nessa seção, os títulos são fixos e dependem do tipo de texto apresentado.

 PCNBNCCTipo de texto
Continuidadepoesia e parlendaOne poem a day poesia
 adivinhaGuess whatcharada
 cantiga e parlendaSing along!música e cantiga
 trava-línguaTwistin’ time! trava-língua
Curiosidades sobre acontecimentos, conceitos e conteúdos relacionados aos temas dos Almanaques. Nessa seção, os títulos são fixos  para todas as curiosidades apresentadas.

ALMANAQUES EM PORTUGUÊS ALMANAQUES EM INGLÊS TIPO DE TEXTO
Uma história na memória Once upon a… tale contos / histórias / lendas / mitos
Aventuras em quadrinhos Ready for Comics? tirinhas e quadrinhos
Curiosidade sobre lugares e pessoas ou grupos do mundo. Em geral, relacionam-se às diferentes manifestações culturais, às artes ou às ciências. Nessa seção, os títulos são fixos  para todas as curiosidades apresentadas.

ALMANAQUES EM PORTUGUÊS ALMANAQUES EM INGLÊS TIPO DE TEXTO
Você sabia que Did you know… curiosidades sobre conceitos e conteúdos

Atividades

Ao realizar atividades, as crianças são incentivadas a investigar palavras, brincar de escrever na  língua portuguesa, escutar e verbalizar palavras na língua inglesa, resolver desafios, desenhar e pintar – e essas atividades são ofertadas de acordo com as faixas etárias:

Anos Quantidade de Atividades
Ano 2 e Ano 3 uma atividade 
Ano 4 e Ano 5 cinco atividades
Os Almanaques em português convidam as crianças a brincar de escrever e incentivam a pensar sobre a escrita, com possibilidades para criação de listas, realização de escritas espontâneas e formação de palavras com letras móveis. Os Almanaques em inglês têm, em sua primeira atividade, propostas para a escuta de palavras lidas por uma pessoa adulta. Os títulos são fixos a depender do tipo de conteúdo apresentado.

Almanaques em português Tipo de texto Almanaques em inglês Tipo de texto
Desafios escritos  cruzadinha / forca Listen up escuta de palavras
Para escrever  escritas espontâneas

As crianças são convidadas a pensar sobre a escrita por meio de caça-palavras, listas e pequenos textos, tendo o suporte necessário do professor – não é esperado que elas leiam sozinhas. Nos Almanaques em inglês, essa seção convida as crianças a tentar falar algumas palavras. Os conteúdos apresentam títulos fixos.

ALMANAQUES EM PORTUGUÊSTIPO DE TEXTOALMANAQUES EM INGLÊS:TIPO DE TEXTO
Detetive das palavrascaça-palavras / listasWords on the go!ouvir e repetir palavras

Nos Almanaques em português, as atividades de matemática incentivam as crianças a resolver problemas, a  analisar sequências de números, objetos e materiais, a registrar quantidades, a ligar os pontos e a conhecer e preencher calendários. Nos Almanaques em inglês, as atividades de matemática incentivam a identificar números e quantidades. Os títulos são fixos a depender do tipo de conteúdo apresentado.

ALMANAQUES EM PORTUGUÊSTIPO DE TEXTOALMANAQUES EM INGLÊS:TIPO DE TEXTO
Rachando a cuca!resolução de problemas / análise de sequências de números, objetos e materiais / registros de quantidadesPlaying with numbers!identificação de números e quantidades
Lendo e escrevendo os números!ligue os pontos / calendário / bingo

Por meio de desafios de atenção e concentração, como o jogo dos sete erros, labirintos e investigação de imagens, essa parte dos almanaques propõe a estimulação da percepção visual e espacial das crianças. Os conteúdos apresentam títulos fixos.

ALMANAQUES EM PORTUGUÊSALMANAQUES EM INGLÊSTIPO DE TEXTO
Desafios!Challenge time!jogo dos sete erros / labirintos / investigação de imagens

Nos Almanaques em português e em inglês, as atividades de expressão artística apresentam diferentes propostas de artes gráficas: desenho livre, com interferências, de observação ou de memória e pintura de desenhos pré-selecionados. Os conteúdos apresentam títulos fixos.

ALMANAQUES EM PORTUGUÊSALMANAQUES EM INGLÊSTIPO DE TEXTO
DesenhariaLet’s drawdesenhos livres / desenho com interferência / desenho de observação / desenho de memória
Colorindo a vida!Painting is funpintura livre de imagens pré-selecionadas

POR DENTRO DA EXPEDIÇÃO CLOE

As Expedições são projetos de aprendizagem pautados no desenvolvimento de habilidades por meio de um processo de investigação baseado em um problema do mundo real. A partir do problema, os estudantes são apresentados a uma questão norteadora que dispara e impulsiona o processo investigativo proposto na Expedição. Ao final desse processo investigativo, o estudante aplica o conhecimento adquirido em uma Conquista – um produto ou evento que comunica e testifica o seu processo de aprendizagem. Veja a seguir como é a estrutura de nosso material.