Mapa Pedagógico da Cloe

Mapa pedagógico da Cloe

Conheça as bases pedagógicas que guiaram a elaboração da Cloe e como nossa proposta se aplica a cada etapa da Educação Básica

A proposta pedagógica CLOE

A Cloe é uma plataforma de aprendizagem ativa que oferece conteúdos totalmente digitais para todos os segmentos da Educação Básica: Educação Infantil, Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) e Ensino Médio. 

A proposta da Cloe é desenvolver competências e habilidades por meio da cobertura integral da BNCC e de materiais engajantes e contextualizados, que proporcionem uma aprendizagem significativa às crianças e jovens e apoio aos professores na mediação do processo de aprendizagem. Para isso, a Cloe propõe projetos didáticos, chamados de Expedições, com trilhas pedagógicas que convidam o estudante a ser protagonista na construção do seu conhecimento, valorizando a importância da mediação docente para a efetividade do processo, o que garante uma Aprendizagem Ativa real

Para impulsionar a qualidade da educação, a Cloe utiliza a tecnologia e o contexto digital para potencializar os recursos didáticos oferecidos nos materiais, e aposta em recursos multimodais, atrativos e atuais.

A seguir, você está convidado a conhecer um pouco mais sobre os pilares pedagógicos da Cloe e sobre as nossas Expedições!

Pilares da cloe

APRENDIZAGEM ATIVA

A Aprendizagem Ativa consiste em uma perspectiva pedagógica constituída por diferentes modalidades organizativas, ou seja, formas de planejar o ensino-aprendizagem, e estratégias didáticas que focam no ‘como’ o estudante aprende — as chamadas metodologias ativas. Como o próprio nome diz, são estratégias de ensino que chamam o estudante a se posicionar ativamente em relação ao conhecimento, por meio de atividades diversas, como pesquisa, levantamento de hipótese, discussão coletiva, registro individual, exercícios e resolução de problemas. Essas atividades são permeadas por oportunidades para que o estudante reflita sobre o próprio processo de aprendizagem, conquistando maior autonomia e responsabilidade sobre ele.

CURRÍCULO POR COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 

Em um currículo baseado em competências e habilidades, o foco não está na aprendizagem de conteúdos, fatos e informações de forma isolada, mas na mobilização desse conhecimento em contextos efetivos. Isso quer dizer que não bastará ao estudante estudar um conteúdo em uma unidade didática; ele deverá ser hábil para mobilizá-lo posteriormente em diferentes situações, relacionando-o com outros saberes. No currículo, as habilidades são sempre compostas por um verbo, que indica o que o estudante deve saber fazer, pelo conteúdo, também chamado de objeto de conhecimento, que complementa o verbo, e por um contexto de aplicação desse conteúdo, que vem como um modificador, especificando a habilidade. Na BNCC, isso está exemplificado da seguinte forma:

Diferenciarescravidão, servidão e trabalho livreno mundo antigo.
Verbo(s) que explicita(m) o(s) processo(s) cognitivo(s) envolvido(s) na habilidade.Complemento do(s) verbo(s), que explicita o(s) objeto(s) de conhecimento mobilizado(s) na habilidade.Modificadores do(s) verbo(s) ou do complemento do(s) verbo(s), que explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada.

Habilidades, portanto, indicam o processo cognitivo que o estudante deve ser capaz de realizar diante de cada conteúdo. As competências, por sua vez, reúnem um conjunto grande de habilidades, conhecimentos e atitudes necessárias para uma formação integral, voltada à cidadania.

A Cloe desenvolveu seu próprio currículo, baseado em três domínios do desenvolvimento: pensamento, movimento e interações — que visa o desenvolvimento integral do estudante. Sua construção foi feita de modo que um item do Currículo Cloe é o ponto de encontro entre a Matriz Camino de competências e habilidades e a BNCC, garantindo que as expedições da Cloe cubram toda a Base Nacional Comum Curricular por meio de projetos.

Referências:
Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

DESENVOLVIMENTO INTEGRAL

O desenvolvimento integral diz respeito ao aspecto múltiplo do desenvolvimento humano, de modo que diversas dimensões precisam ser consideradas no planejamento educativo: a dimensão física e corporal, a dimensão cognitiva e intelectual, a dimensão psíquica e emocional, e a dimensão simbólica e social. Nesse prisma, os diferentes tempos, espaços, experiências e sujeitos atuam na formação dos estudantes, de forma que possam acessar, experimentar e se apropriar de diversas linguagens, práticas culturais e modos de sociabilidade.

EDUCAÇÃO PARA A VIDA

A educação escolar vai muito além das paredes da sala de aula e dos muros da escola, pois toda a aprendizagem sobre “o que significa ser um ser humano” acontece de maneira contínua em todos os lugares que habitamos. Assim, o processo educativo precisa estar conectado com a vida dos estudantes, visando a sua formação cidadã crítica, e não somente como uma preparação para a vida adulta do mundo do trabalho. Nesse sentido, uma educação para a vida busca a formação de sujeitos ativos, capazes de atuar em um mundo que está em constante transformação.

PROJETOS DIDÁTICOS

Projetos didáticos são uma modalidade organizativa na qual os estudantes investigam um tema e compartilham o resultado desse percurso de aprendizagem como um produto final. Nessa modalidade, o educador é um agente importante para a condução do projeto e atua como mediador do aprendizado e da construção desse produto final, ampliando o repertório dos estudantes e garantindo que os objetivos de aprendizagem sejam contemplados. Na Cloe, os projetos são chamados de Expedições. Eles partem de um Problema do mundo real, do qual deriva uma Questão norteadora, que guiará o percurso investigativo, culminando na Conquista, que será o produto final do projeto.

ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL (ZDP)

Conforme as pesquisas de Lev Vygotsky, o desenvolvimento dos estudantes depende da interação social. Por isso, é preciso considerar a importância da mediação nos processos de aprendizagem. Nesse sentido, em vez de propor conhecimentos de acordo com o que o estudante já domina e sabe fazer com autonomia, é muito mais eficaz entender onde ele tem potencial para chegar, com intervenção. Esse é o espaço de atuação do educador, ou o que Vygotsky chama de Zona de desenvolvimento Proximal (ou Potencial). Saber o nível real de desenvolvimento e o seu nível potencial ajuda a formular desafios adequados ao estudante: nem muito fáceis, que não o façam avançar, e nem difíceis demais, a ponto de ele nem tentar se arriscar. Nas palavras do pesquisador, “aquilo que é a zona de desenvolvimento proximal hoje será o nível de desenvolvimento real amanhã — ou seja, aquilo que uma criança pode fazer com assistência hoje, ela será capaz de fazer sozinha amanhã” (VYGOTSKY, 1994).

Referências:
VYGOTSKY, L. A formação social da mente. 5ª ed. São Paulo: Fontes, 1994

O QUE SÃO AS EXPEDIÇÕES CLOE?

As Expedições são projetos de aprendizagem pautados no desenvolvimento de habilidades por meio de um processo de investigação e aplicação do conhecimento em um produto final. Assemelham-se ao que é conhecido como Projeto Didático, mas têm elementos de outras metodologias educacionais, como a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL).

A JORNADA DO HERÓI

A inspiração das Expedições Cloe vem de uma estrutura muito antiga: a Jornada do Herói. Essa estrutura narrativa é muito frequente na maioria das histórias clássicas — os chamados Contos da Tradição Oral. A trajetória do herói, que é o protagonista dessas histórias, sempre começa com um chamado, que é um conflito que o convida a se lançar em uma aventura; ao longo do caminho, ele passa por um processo de transformação. Assim, no final da história, ele já não é mais o mesmo.

As Expedições também seguem essa perspectiva de transformação do sujeito, que é o estudante. Assim como o herói, ele recebe um chamado por meio de um Problema do mundo real e de uma Questão norteadora, que disparam e impulsionam o processo investigativo proposto na Expedição.

Ao final desse processo investigativo, o estudante aplica o conhecimento adquirido em um produto final que comunica a aprendizagem: essa é a Conquista. Por isso, no fim da Expedição, o estudante também não será o mesmo do início, pois foi se transformando durante o processo de construção do conhecimento, no qual atuou ativamente.

A TRÍADE DA EXPEDIÇÃO

Como o próprio nome diz, é um problema que faz parte do cotidiano do estudante, e isso torna o aprendizado muito mais significativo. O conteúdo, que antes vinha como uma ordem do professor, chega ao estudante por meio de um problema do seu próprio universo.

Depois de conhecer o problema, o estudante se depara com uma pergunta, sempre bem estruturada, sem respostas objetivas e prontas, que o convida a investigar diferentes conteúdos para poder respondê-la. Ela dispara o processo de investigação e pesquisa.

É o produto final desse processo investigativo. Ao saber o que será produzido no final da Expedição, o estudante é capaz de compreender o processo de forma mais clara, uma vez que a Conquista só será alcançada depois de responder à Questão norteadora e investigar os conteúdos necessários para encaminhar o problema proposto. 

Conheça como a nossa proposta pedagógica se aplica ao contexto de cada segmento da Educação Básica e aos nossos materiais: